O transtorno do pânico ou síndrome do pânico é caracterizado pelas chamadas crises de pânico. As crises aparecem de forma repentina e a pessoa acaba por alterar a sua rotina por temer que o episódio ocorra novamente. Se a pessoa tem a crise dirigindo, por exemplo, passa a evitar dirigir por medo de aparecer outra crise. O medo passa a ser uma constante na vida da pessoa, que teme ficar sozinha, viajar, frequentar lugares abertos ou com muita gente, ou mesmo dormir e comer, se tiver tido uma crise noturna ou durante uma refeição e ter engasgado.

Para estabelecer o diagnóstico de síndrome do pânico, o psiquiatra precisa verificar a frequência com que ocorrem as crises e sua duração. Na síndrome do pânico, as crises são recorrentes e a duração de cada uma é de alguns minutos a até 20 minutos. A pessoa que passa pela crise, entretanto, pode achar que a crise durou horas. O sofrimento é tão intenso que a pessoa acha que irá morrer naquele momento.

 

A demora em procurar um psiquiatra e estabelecer o diagnóstico se dá frequentemente pelo fato de a pessoa com síndrome do pânico achar que tem algum problema clínico e buscar repetidas vezes ajuda em prontos-socorros ou especialistas.

 

As causas do transtorno do pânico podem ser genéticas, psicológicas, traumáticas ou decorrentes de abuso de álcool ou drogas.

 

O tratamento visa eliminar em pouco tempo os sintomas físicos com a administração de medicamentos apropriados.

TRANSTORNO DO PÂNICO ou SÍNDROME DO PÂNICO

Nas crises a pessoa sente ao menos quatro dos seguintes sintomas:

  • palpitações;

  • sudorese (suor excessivo);

  • taquicardia, tremores;

  • tontura;

  • sensação de estranhamento em relação ao ambiente;

  • fraqueza nas pernas e braços;

  • falta de ar;

  • medo de morrer, de ter um infarto, de perder o controle, de ficar louco, entre outros.

© 2017 por Alina Landi

Criação de textos e site: Beatriz Helena de Assis Pereira